Quem sou eu ...

Balançado demais

sábado, 2 de outubro de 2010

Entrevista na Blink FM


No dia 2 de setembro estive na Blink FM, no programa Café com Blink. O tema foi "Você reclama demais?". Me diverti muito na companhia da jornalista Neiba Ota, o consultor Luciano Coppini. o locutor Paulo César e a dupla Tostão & Guarani.



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Do começo ao fim, do fim ao começo



Asssistir o filme brasileiro "Do começo ao fim" é um e'xercício de tentar compreender as diversas formas de amar. Veja você também!!!

"Que eu não veja obstáculos na união de corações sinceros...

O amor não se turva em águas turvas,

nem se curva ante a chuva...

Não...

(silêncio)

É uma luz constante que a tempestade não altera...

É a estrela de toda nau errante...

de brilho claro...

embora sem matéria...

Não é joguete do tempo,

Embora a carne sofra o peso da sua foice...

Se isso for falso e provado também,

Eu não escrevi......

e nunca se amou ninguém."





ORIGINAL



"De almas sinceras a união sincera

Nada há que impeça: amor não é amor

Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,

Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora

Seu alfange não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma para a eternidade.

Se isso é falso, e que é falso alguém provou,

Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."

(William Shakespeare)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Doce pesar


A solidão traz em si algo de tristeza, algo de pesar, e mesmo assim uma profunda paz e silêncio. Tudo depende de como você olha para ela.

Se você se separou do ser amado, olhe para isso como uma grande oportunidade de estar sozinho. Então a visão muda. Olhe para isso como uma oportunidade para ter o seu próprio espaço.
Está ficando cada vez mais difícil termos o nosso próprio espaço, e a menos que o tenhamos, nunca nos familiarizaremos com o nosso próprio ser, nunca chegaremos a conhecer a nós mesmos.
Estamos sempre ocupados, envolvidos em milhares de coisas (relacionamentos, compromissos do dia-a-dia, preocupações, projetos, o futuro, o passado), vivemos continuamente na superfície.
Quando a pessoa está sozinha, ela pode começar a se aquietar, a assentar. Pelo fato de não estar ocupada ela não estará se sentindo da maneira como sempre se sentiu. Será diferente, e essa diferença pode parecer muito estranha.
E certamente, quando a pessoa está separada, ela perde os seus amores, os seus entes queridos, os seus amigos, mas isso não será para sempre. É só uma pequena disciplina.
E, se você ama profundamente e mergulha fundo em si mesmo, estará ainda mais preparado para amar profundamente, pois só a pessoa que se conhece consegue amar profundamente.
Se você vive na superfície, o seu relacionamento não pode ser profundo. Afinal de contas, é o seu relacionamento. Se você tem profundidade, então o seu relacionamento terá profundidade.
Por isso, considere essa oportunidade uma bênção e aproveite-a. Delicie-se com ela. Se você lamentar muito, toda a oportunidade estará perdida.
E ela não é contra o amor, lembre-se. Não se sinta culpado. Na verdade, ela é a própria fonte do amor. O amor não é o que acostumamos pensar. Não é isso. Não é uma mistura de sentimentalismo, emoções e sentimentos. É algo muito profundo, muito fundamental.
Trata-se de um estado de espírito, e esse estado de espírito só é possível quando você penetra no seu próprio ser, quando você começa a se amar. Essa é a meditação quando a pessoa está sozinha: ame-se a si mesmo tão profundamente que, pela primeira vez, você se torna o seu próprio objeto de amor.
Portanto, nesses dias em que estiver sozinho, seja narcisista; ame a si mesmo, delicie-se consigo mesmo! Delicie-se com o seu corpo, com a sua mente, com a sua alma. E aproveite o espaço que está vazio à sua volta e preencha-o com amor. Não existe nenhum amante ali, preencha-o com amor!
Espalhe o seu amor pelo espaço, e ele começará a ficar luminoso, reluzente. E então, pela primeira vez, você saberá, quando o seu amante se aproximar de você, que agora esse amor tem uma qualidade totalmente diferente. Na realidade, você tem algo para dar, compartilhar. Agora você pode compartilhar o seu espaço, porque você tem o seu espaço.
As pessoas comuns acham que elas estão compartilhando, mas elas não têm nada para compartilhar — nenhuma poesia no coração, nenhum amor. Na verdade, quando elas dizem que querem compartilhar, não querem dar nada, porque elas não têm nada para dar.
Elas estão em busca de alguém que lhes dê algo, e o outro está no mesmo barco. Ele está procurando tirar algo de você, e você está tentando tirar algo dele. Ambos estão, de certo modo, tentando roubar algo do outro.
Por isso o conflito entre os amantes, a tensão; a tensão contínua para dominar, para possuir, para explorar, para fazer do outro um meio para atingir o prazer; para de algum modo usar o outro para a sua própria gratificação.
É claro que escondemos tudo isso atrás de lindas palavras. Dizemos: "Queremos compartilhar", mas como você pode compartilhar algo que não tem?
Portanto, aproveite o seu espaço, a sua solidão. Não o preencha com lembranças do passado nem com fantasias acerca do futuro. Deixe-o como está — puro, simples, silencioso. Delicie-se com ele; brinque, cante, dance. É uma grande alegria estar sozinho!
E não se sinta culpado. Isso também é um problema, porque os casais sempre se sentem culpados. Se estão sozinhos e se sentem felizes, eles se sentem culpados. Pensam: "Como uma pessoa pode ficar feliz longe do ser amado?" — como se você estivesse enganando a outra pessoa.
Mas, se você não consegue se sentir feliz quando está sozinho, como vai conseguir se sentir quando estiverem juntos? Portanto isso não é uma questão de enganar ninguém.
À noite, quando ninguém está olhando, a roseira está preparando a rosa. Lá nas entranhas da terra, as raízes estão preparando a rosa. Ninguém está olhando. Se a roseira pensar: "Só mostrarei as minhas rosas quando houver alguém por perto", ela não terá nada para mostrar. Não terá nada para compartilhar, porque qualquer coisa que você possa compartilhar primeiro tem que ser criada, e toda a criatividade surge das profundezas da solidão.
Portanto, deixe essa solidão ser um útero, e aproveite-a, delicie-se com ela; não sinta que está fazendo alguma coisa errada. Trata-se de uma questão de atitude e maneira de ver. Não dê a interpretação errada. A solidão não precisa ser algo para se lamentar. Ela pode ser cheia de paz e felicidade, depende de você.

Osho, em "A Essência do Amor: Como Amar com Consciência e Se Relacionar Sem Medo"

A margem de nós mesmos




Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.


Fernando Pessoa

...

sábado, 7 de agosto de 2010

Ligue na Uniderp FM, ela toca Elânio

Você pode ajudar a divulgar o som de Elânio!!!
Ligue no 3358-0103 e peça para tocarem uma canção do CD novo.

Agradeço ao apoio da Fundação Manoel de Barros e toda equipe da Uniderp FM.

OUÇA AO VIVO CLICANDO AQUI!!!

Exercitar, sem conjecturas

Salto Majestoso (Costa Rica) Foto: Elânio


Exercício é exercício. Você começa e vai acostumando o corpo. Se você pára, você volta ao que era. É assim todas as vezes que eu paro de fazer ginástica, por exemplo.

Eu lembrei disto porque conversava com uma amiga sobre a vida, sobre simplesmente aceitar ela como é, sem ficar fazendo conjecturas do que foi ou será aquilo que agora vivemos.

Eu estou falando de amar e ser amado, este papo que já está ficando chato, porque todos reclamam da solidão e não há muitas atitudes convincentes para sair dessa paranóia. Eu já tenho uma conclusão para a minha vida: quero amor sem regras e sem espera.

Exercitando-me sempre, já consigo ver resultados. Minha solidão tem músculos rígidos, torneados. Minha postura é ereta e confiante. Minha honestidade é sensual e atraente. E é por tudo isto que muitas vezes me convenço de que sou uma laranja inteira, sem precisar de uma metade.

Afinal, amor de verdade é isto não é?

MENTIRA!!! Ops, vou me expressar melhor. Acredito que minha filosofia, caro leitor, é uma inverdade, é uma verdade equivocada. Não me venham com este papinho de que é muito natural a solidão em que o ser moderno se encontra. E que ele está aprendendo a lidar de forma positiva com tudo isto, expandindo sua juventude, por exemplo. Ahhhhhhhh !!! Eu estou cansado de ficar sozinho e ver esta gente infeliz dizendo que está tudo ótimo, sem dores de cabeça com relacionamento a dois.

Vou citar meu amigo poeta Vinícius de Moraes que diz: “Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão”. Este tal contrato informal de convivência, que fazemos para ter alguém ao lado, dá trabalho mesmo.

Mas ... é legal! Se você for do tipo otimista vai rir demais de sua história de busca e espera, de encontros e foras memoráveis, etc etc etc...

Vamos exercitar. E-XER-CI-TAR!!! Sem conjecturas.

Elânio - Campo Grande 02 de agosto de 2010, 22h

sábado, 26 de junho de 2010

Eu me apaixonaria por mim

“Eu me apaixonaria por mim!
Foi o que percebemos naquele fim de tarde, relembrando os versos apaixonados que muitas vezes espalhamos por aí.
Você pode até pensar que a gente vive se derretendo por qualquer encanto. Que basta um encontro e pronto. Mas não é assim.
E não é questão de escolha também, é apenas o sentir.
Desculpe a arrogância, mas nem todos merecem poesia e romantismo. Não mesmo.
Só vai ganhar o nosso verso aquele que cativa e se deixa cativar.
Como não há alguém para dividir a poesia, que ela fique com a gente...”

(Elânio/ Fabiola Brandão)