Quem sou eu ...

Balançado demais

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Desencontro



Nosso desencontro é fatal
E é deste jeito que nos amamos no final
Te vi tão longe e te busquei
Você me quis e eu fugi
A gente vive desse jeito desencontrando nosso beijo

Eu me entreguei e você veio
Eu me assustei, você ficou
Quando eu voltei desconfiado, teu recado foi mandado
Mas eu insisti, você voltou

Hoje eu te quero como sempre
Aceitei, te quero logo
Você me diz: melhor deixar rolar
Somos nós por desencontro
Esperando a voz do outro
E não da pra separar


Elânio
Curitiba –PR 10/06/2011 14:19

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Elânio o contador de histórias

Vídeos feitos na Hora do Conto da Livrarias Curitiba do Shopping São José. Todo sábado, às 17h, estou lá contando histórias e cantando.



Série Letras Sertanejas

“Coração selvagem, animal sem dono foge da paixão
Mas você me acerta com a sua flecha pra me ver no chão
Vai domar meu jeito, adestrar meu peito, vai cuidar de mim
Eu sou uma fera, mas se eu amo eu quero me entregar assim”

Paciência



Perdi a calma por ter tanta calma. Tudo o que eu preciso agora é de alguns minutos de explosão. Ninguém precisa me ouvir, eu só quero expulsar as palavras feias que eu seguro para me manter calmo. 

Eu realmente não sei o que fazer.  Exercito pacientemente minha calma a todo momento, me encho de esperança, preservo meu bom humor, me presenteio com a saúde dos exercícios e alimentos, durmo, dedico-me ao trabalho e ao amor. Assim, amanso minha falta de calma.

Paciência! Não se leve tão a sério ou você se torna um carrasco aos outros, foi o conselho que agora sigo.

A verdade é que aprendi a ficar furioso para ficar calmo. Uma fúria só minha, educada, discreta, tentando não atingir as pessoas ao redor. É por isso que hoje me considero um ser realmente tranquilo! Eu me encaro, parto para a briga comigo, me acerto com força e depois me cuido com carinho. Assim está sendo mais interessante agir com paciência diante da vida.

Não se iluda, não sou um ser calmo. Mas toda vez que eu me entendo, tenho muita paciência.


Curitiba 9 de junho de 2011 – 8:45
Elânio


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terça-feira, 7 de junho de 2011

Os donos dos jardins (Elânio Rodrigues)



Curitiba-PR 07 de junho de 2011. 8:35

Sempre a mesma acusação, a de que as pessoas daquele lugar eram infelizes. Faltava um bom dia, um sorriso, um olhar acolhedor, um enredo que sugerisse perguntas e respostas de uma boa conversa.
Alguns os defendiam, porque temos o direito ou a dificuldade da tmidez. Mas eu não sentia que era isso, faltava mais gentileza naquela educação formal. Faltava alguém que me dissesse sem nenhuma palavra: “eu não quero revelar minha intimidade, mas podemos nos comunicar sem medo, pode se aproximar”.

O clima chegou a me convencer que ele era o dono daquele lugar, isolando cada ser em sua casa, em sua família, influenciando humores com frio, chuva, vento, etc.

Um dia também decidi parar com a gentileza! Me tornei profissional em objetividade e modulação do tom de voz. Certeiro e imponente, distante e direto, às vezes conseguia me comunicar da forma como aquela gente mais vive, em baixa temperatura e sob o vento forte.

Em meu isolamento social decidi plantar flores e me apaixonei pela região. Notei a beleza dos jardins espalhados por calçadas, praças, sacadas, lojas, parques e quintais. Retomei o ânimo, como se tivesse falasse com as plantas, e passei a viver com poesia num lugar mágico.

Ontem passei em frente a um jardim e pensei: aqui deve morar alguém muito feliz. Havia plantas delicadas, gramas aparadas e um regador cheio d´água no fim da tarde. Vi que o dono do jardim é um senhor simpático e tranquilo que todos os dias, pacientemente, cuida de cada detalhe de seu lugar.

É só mais um jardim entre muitos, mas é único.
Eu o cumprimentei, elogiei.
Ele sorriu!
Agora eu sei que existe muita gente feliz e simpática por aqui.
Basta conhecer os donos dos jardins.


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sábado, 4 de junho de 2011

Para sempre

Algodão doce


Para lá e para cá, quase flutuando. 
O vendedor de algodão doce parecia dançar 
nos 
paralelepipedos de minha rua.
Curitiba, 8 graus, um operário bêbado me lembra poesia.






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