A família reunida se alegra em rever tantos parentes distantes. Afeto verdadeiro, repleto de beijos e grandes abraços. Encontros atentos, provocando lembranças. Curiosidade sobre o que o tempo escreveu na história de cada um.
Uma lona foi erguida no quintal, para que a chuva não atrapalhe o encontro. O café e o chá estam quentes sob a mesa, aguardando conversas e degustações. Os carros vão chegando e trazendo mais e mais gente. Uma família realmente grande, que impressiona.
O burburinho é imenso, uma agitação por igual que só é quebrada pelos gritos das crianças brincando e o tom de voz alto do avô surdo.
E olha que hoje não é dia de festa. A família está principalmente triste.
No centro da varanda Ana Mafalda se despede com semblante terno e flores ao redor. Alguns chegam de longe, outros nem se aproximam, a maioria contempla de perto com pensamentos distantes.
Há muitas lágrimas no ambiente.
(...)
A madrugada silenciosa desperta com o papagaio que há mais de quarenta anos ouve: “dá o pé meu lôro ... cadê o café do lôro?”, frases que ele repete no horário rotineiro dessa manhã. Pão e café são servidos ao ilustre animal de estimação que permanece repetindo as palavras da avó.
O choro anestesiou o cansaço e já é hora do enterro. Aglomeram-se os filhos, netos, noras, genros, irmãos, primos e amigos para verem Ana Mafalda pela última vez. O cortejo segue longo, no comprimento e na distância.
(...)
Voltamos do cemitério e decidimos almoçar juntos, saboreando comida e reunião familiar.
Me sinto feliz. Me sinto forte. Só falta ela, que agora se foi. Nós choramos o que precisávamos e fizemos o que podíamos fazer em um mês de padecimento. O velho clichê é realmente certo, “ela descansou”.
Antes do almoço, vou para o bar com tios e primos. Longe de qualquer desrespeito ao luto, celebramos a união de tantos amigos e parentes, comemoramos mais um momento juntos, sorrimos por causa dos nós dos laços que nos ligam.
A diferença e a proximidade é a receita para uma família que permanece em festa a cada encontro, mesmo aqueles mais tristes.
Adeus vovó!!! Saudades de ti.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Frase roubada!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Um ano oficial de carreira
Neste dia 24 de janeiro, foi um dia de festa pra mim.
Comemorei um ano oficial de lançamento de minha carreira como cantor e compositor.
Nosso Sarau dos Amigos também comemora um ano, foi lá que comecei.
Então convido você pra ir nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, das 19h às 22h, comemorar comigo e a banda.
Comemorei um ano oficial de lançamento de minha carreira como cantor e compositor.
Nosso Sarau dos Amigos também comemora um ano, foi lá que comecei.
Então convido você pra ir nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, das 19h às 22h, comemorar comigo e a banda.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Denaveio

Tem que ser agora, e não tenho onde escrever.
Caminho por uma calçada suja e só encontro um jornal velho, jogado.
O jeito é aproveitar o agora, como ele surge.
Assim, a calçada suja da lugar a caminhada de um pensador que sonha neste presente e se torna um mágico. Capaz de abandonar a velha notícia, aproveitando o papel amarelo, amassado.
Aqui, neste agora estranho, reescrevo, reimpresso. Proponho a palavra bonita, singela e forte. Que me falte um papel em branco. Haverá sempre a notícia velha descartada em qualquer ponto da estrada. A caneta eu nunca esqueço. É testemunha do que faço e desfaço pelas idéias.
Vinha pensando na vida. Saí do hospital onde Ana Mafalda se recupera. Depois de sucumbir na doença ainda incerta, ela sorri e conversa bastante. Nos alegra com seus devaneios e lembranças estranhas. Ela reescreve a existência no seu jornal velho, cheio de notícias passadas.
Ainda não sabemos o que a espera, nem ela.
Avó querida avise quando a caneta começar a falhar. Nós estaremos sempre ao teu lado.
sábado, 17 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Destaque no jornal Correio do Estado
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Em frente!!!!!!!!!!!!

Percebi que não tinha idéia do quanto poderia fazer este ano, comparando o momento atual em relação a 2007.
Eu simplesmente fui. Desconsiderando angústias, medos, limites...
Que delícia foi meu 2008!!!
Como é bom olhar pra traz e ver o quanto fizemos por nós e pelos outros.
Obrigado a todos que estiveram ao meu lado, me apoiando sempre.
Agora o caminho continua.
Muitas conquistas em 2009.
A felicidade como caminho, tudo imerso em amor e sentimentos importantes que devem nutrir nossas ambições capitalistas.
VIVAAAAAAAAAAAAAA !!!
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