Quem sou eu ...

Balançado demais

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Poesia em mim (Elânio)


Campo Grande, 29 de agosto de 2008. 11:46.

“A poesia está nos olhos de quem vê”
“É como se arrancassem o coração do dente”
“Ser feliz, atento a tudo o que fazemos agora”

Presto atenção em frases. Sou ligado às palavras. Cada pronunciar remete a pensamentos e conclusões quase imediatas. As duas frases que destaco neste pronunciamento literário são de amigos próximos.

Hoje acordei com um ar melhor, choveu muito na noite passada. O frio é tímido e perceptível, dá uma sensação de ânimo pra enfrentar o dia.

Dá pra curtir melhor o sol, tocando a pele, aquecendo o corpo sem incomodar os olhos.

De olhar tranqüilo e corpo aquecido percebo a poesia em tudo, ao meu redor. “A poesia está nos olhos de quem vê”, diria Espedito.

Foi assim, após a consulta ao dentista. Eu conversando com a auxiliar, após a notícia de um tratamento detalhado e caro. Eu falando sobre minha preocupação em cuidar dos dentes que preenchem meu sorriso (algo importante pra mim).

Os dentes são assim mesmo, exigem nossa atenção diária. Muitas vezes é preciso mexer demais neles para ficarem bonitos e saudáveis. A partir daí não tem jeito, se fragilizam. “É como se arrancassem o coração do dente”, disse Elaine. Linda frase, pensei.

Na rua ouvi pássaros, vi detalhes bonitos nas casas, senti o vento frio e suave, lembrei do amor distante e presente, vi um cachorro e lembrei daquele animalzinho que já não vive em minha casa. Até o olhar triste do cão de rua me inspirava versos bonitos.

Fui ao caixa eletrônico. Nada poético isto, mas a poesia está em mim hoje. Nem lembrei dos números e das contas que todos os dias nos sufocam e nos condicionam. Hoje quero só poesia. Hoje suspiro entre lembranças, sentimentos presentes e esperanças.

Ao me despedir de dois amigos itinerantes, que viajam a América Latina com sua dança artística, recebi então a inspiração que faltava pra este palavrear.

“Ser feliz, atento a tudo o que fazemos agora”, disseram Lina e Alex.
É por isso que hoje e sempre quero muita poesia em mim.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

DVD Lançado

O DVD Experimental Elânio - Quatro Olhares ao vivo foi lançado com sucesso la Concha Acústica Helena Meirelles.
Muito obrigado a toda a platéia presente que esteve agitando comigo lá.
Vocês são demais. Não sou nada sem vocês.

Obrigado também à AGC Produções, Anderson Reinheimer, Giovani Neves e Cleber Dias. E também ao Alysson Repúdio e Wily Pertinhes. Eternamente grato.

E um super agradecimento aos meus músicos: Juliano Brito (baixo), Ricardo Lira (guitarra) e Santiago (bateria).

Outros shows virão. Aguardem.

DIA 15 DE NOVEMBRO DE 2008
20H
TEATRO SESC HORTO
O show Quatro Olhares retorna

domingo, 17 de agosto de 2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Coral da UFMS na estrada... eu vou também!


No Coral da UFMS meus ouvidos se alimentam de diversas sonoridades e minha voz se fortalece com técnicas. Há anos to lá.
Neste início de agosto estamos indo para Cuiabá cantar com o coral da UFMT a cantata Carmira Burana.
Vai ser lindo e emocionante!!!

Cantata – Carmina Burana estreou em 1937 formando mais tarde uma trilogia com outras duas cantatas também de Orff: Catuli Carmina (1943) e Trionfi dell'Afrodite (1952). Esta cantata é emoldurada por um símbolo da antigüidade – o conceito da roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte.
É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança. E assim o apelo em coral à Deusa da Fortuna ("O Fortuna, velut luna") tanto introduz quanto conclui a obra, que se divide em três seções: o encontro do homem com a natureza, particularmente com a natureza despertando na primavera ("Veris leta facies"), seu encontro com os dons da natureza, culminando com o dom do vinho ("In taberna"); e seu encontro com o Amor ("Amor volat undique").

domingo, 27 de julho de 2008

Dia 24 de agosto Som da Concha


Nosso próximo passo é apresentar o trabalho solo e autoral no Projeto Som da Concha, dia 24 de agosto (domingo) as 17h, na Concha Acústica Helena Meireles, no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande - MS.
Neste dia lançamos o DVD Esperimental Elânio - Quatro Olhares Ao Vivo, com a gravação do show do dia dez de julho no Teatro Aracy Balabanian. É dia de estréia também para o percussionista Japa, que agora faz parte da banda.

APAREÇA
ENTRADA FRANCA

logo após haverá a banda Deletrônica.

Comentários do Show !!!


Foram três embargadas de voz e de emoção!
Na narração inicial do show, no final da primeira música e ao dizer ao público que, depois de doze anos de vida artística, finalmente resolvi mostrar minhas canções e minha voz.

Naquele momento cairam todas as cortinas. Era eu com o público. Era eu enfrentando minhas dificuldades técnicas. Era o fim de uma longa e estressante auto-produção. Eu precisava e queria chorar... suportei e levei o show até o fim.

Os comentários foram ótimos. O público destacou palavras como autenticidade, emoção, irreverencia, energia, beleza, profissionalismo, etc.

Apesar da tensão, nervosismo e inexperiência tudo aconteceu de forma fantástica !

Foi um trabalho em equipe... o que eu defendo sempre.
Valeu Juliano Brito, Ricardo Lira, Santiago, Espedito Montebranco, Marcelo Dias, Fabiana, Bruno Moser, Mariana Sena, Marinete Pinheiro, Rane Abreu, Chicomaria Produções, Paulinho e Gamarra, equipe do Centro Cultural e tantos outros.
OBRIGADO ETERNAMENTE !!!

AOS AMIGOS (Elânio)


Conquistei um amigo pela literatura. Bastou ler um texto dele pra saber que é um grande parceiro pra vida toda.

É possível que ele nunca saiba quem sou (até por que já passou desta vida para algum lugar onde nem sei), mas o fato é que eu passaria horas e horas compactuando idéias e pensamentos de seres estranhos como ele e eu, que fazem da existência algo desafiador e surpreendente.

Foi em uma destas conversas subliminares, quando tenho a certeza de estar em sintonia com os versos e prosas do escritor, que senti o valor dos amigos reais. Aqueles que vamos colecionando ao longo do tempo, a família que realmente gostaríamos que fosse nossa, é que é.

Não faz muito tempo. Estou realmente aprendendo a aceitar todos os meus amigos e amigas como são. Todos os seus defeitos e manias. Suas atitudes insanas e lágrimas repetidas. Afinal, eles são o que são e eu sou igual a todos eles.

“Diga-me com quem andas e te direi quem és”, proclama o ditado popular.

Meu caro escritor falava de amigos bondosos, que se põem a ouvir todas as frases, que são companheiros, que nada trazem de mal, que nos engrandecem, que nos enchem a vida em apenas um olhar e que nos destroem com a mais instantânea sinceridade.

Ele também lembrava dos amigos ocasionais. Aqueles que são a festa, o riso, o descompromisso, a eventualidade, o sexo, o passado, o presente e quem sabe o futuro, dependendo de onde a vida vai nos levar.

São estes todos os meus. E eu sou muito deles. É por isso que os quero, os venero e os mantenho.
Obrigado amigo escritor. Espero que na leitura nos encontremos cada vez mais. Agora fecho a página para ir à direção dos amigos reais.

Que seja neste momento, numa lembrança, no telefonema, na palavra, na fotografia, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no abraço forte e na impaciência do convívio.

Sejamos simplesmente amigos.