Leve-me
Eleve-me
Releve-me
terça-feira, 21 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Acorda!!!!

Fazia tempo que não postava nenhum texto no meu blog. Resolvi escrever o que penso e publicar logo. As últimas semanas inspiraram muitas idéias e não coloquei no papel eletrônico da Internet.
Desde que me assumi artista, por filosofia e como profissão, precisei perder um pouco a noção de tempo. Isto é necessário para interpretar e ampliar a percepção do que me cerca, também para não ter resposta alguma, simplesmente estar.
Eu só tenho certeza quando é o dia 15 do mês. Este é o dia em que ouço o barulho da moto e as palmas que anunciam: hoje é dia de pagar a Pax.
[Nossa!!! Que horrível Elânio!! ... VOCÊ deve estar pensando]
Ah! Eu acho muito engraçado.
Todo dia 15 o cobrador, figura conhecida de anos lá em casa, me lembra que a vida está passando, e que um dia eu vou contar com os maravilhosos serviços de sua contratante. Serviços melhores que da aviação comercial brasileira hein. Visual da equipe e cafezinho de primeira; ambientes modernos e confortáveis, cemitérios mais limpos e verdes que os parques da cidade. Música ao vivo no enterro e toda comodidade para que meus convidados chorem a vontade.
Aliás, eu sempre achei que pagar para morrer é o cúmulo do capitalismo. É muito bizarro o ser humano ter que se preocupar com seu enterro diante de tanta vida pra se resolver.
Mas, se a morte é o fim, não significa que tudo acabou?
Pra que tanta cerimônia. Como Michael Jackson reagiria vendo toda aquela cena de seu funeral?
Adorei uma frase que diz: “Você nasce sem pedir e morre sem querer. Aproveite o intervalo”.
Todos os dias estou insistindo nisto, pra ver se me convenço mais rápido
... a amar meus familiares com intensidade e afeto.
... amar minha profissão com generosidade e sucesso.
... amar o meu amor como se ele fosse o único.
... a cuidar de meu corpo e minha saúde, para que à noite eu possa tomar uma cerveja e aproveitar a madrugada.
... a acreditar sempre, mesmo sem ter no que acreditar.
... e simplesmente ser feliz.
Os cobradores de Pax são nossos amigos. Vida longa a eles!!!
sábado, 27 de junho de 2009
Sábado (Elânio)
É sábado e meu corpo pede mais
Algo nele clama carinho e emoção
Humanamente frágil, técnicamente preparado para amar
É sábado e todos querem algo mais
Olhe nos meus olhos e não diga nada
Sejamos lábios
Façamos sábados
Algo nele clama carinho e emoção
Humanamente frágil, técnicamente preparado para amar
É sábado e todos querem algo mais
Olhe nos meus olhos e não diga nada
Sejamos lábios
Façamos sábados
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Faixa a faixa
Depois de três dias isolados na chácara, agora trabalhamos próximos ao centro de Campo Grande-MS. Improvisamos um estúdio num quarto para finalizar as idéias da concepção sonora do CD Elânio, que tem o apoio financeiro do Fundo de Investimentos Culturais – FIC-MS.
Pré-produção é algo essencial. Quando estivermos no estúdio tudo fica mais fácil, mais ágil. Durante esta semana estaremos trabalhando em cima de cada música, pensando e planejando a gravação delas.
Definimos as dez canções do disco. Estamos contentes em ter tantas opções, "dá gosto produzir um disco assim". Após uma pré-seleção de 60 que já compus, mostrei umas 25 para o arranjador e produtor Bruno Villa Maior. Destas, 17 foram escolhidas. Ainda temos uma canção de uma compositora conhecida que também pode entrar no repertório.
Já dá até pra pensar em outro disco rsrsrs.
Levamos em conta o impacto e a letra de cada música, mesclando canções românticas com letras questionadoras e outras que são mais festivas.
O disco começa a tomar forma e já tem uma cara. O lançamento acontece em novembro.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Sábado e domingo!!!
2º dia
Fico olhando a forma como o produtor cria sons para as canções. Eu estou me vendo.
Não há o que pensar muito. Deixa-se o corpo e a mente fluírem de acordo com a atmosfera da música, sem censurar o que a idéia sugere. Assim como as mãos de um escultor, o cérebro (objetivo e subjetivo) molda o arranjo da canção.
Iniciamos a coleta de sons com diversos objetos que achamos ao redor. Estas experimentações vão enriquecendo o que chamamos de concepção do disco.
Vamos para outra música...
Eu sempre brinco dizendo que a canção “Sobrevivo” é o meu epitáfio. Claro que para daqui pelo menos uns cinqüenta anos rsrsrs. Ela é a segunda canção escolhida para o CD.
O diálogo entre produtor e produzido começa a ter conflitos bons. Conversamos sobre ritmos e letras, falamos de públicos, ponderamos pirações, etc.
3º dia
Seguimos... registrando diversas composições que podem entrar no disco. Já me parece um treinamento de como gravar em estúdio: fico atento à colocação da voz e à emoção que às vezes me faz batucar as cordas do violão.
Há muito o que fazer nas canções e no Elânio.
“Se eu der um passo em falso eu me ultrapasso nestes passos largos”, já disse um dia.
Estamos felizes!!! A semana segue a todo vapor de volta a Cidade Morena.
(obrigado pelo recanto verde João)
Não basta só criar... é preciso pensar
Precisei sair correndo do mundo onde atuo, o teatro, sem ouvir muito pra poder me aquietar aqui, com meus sons.
Desplugado!!! Esta foi a canção inicial, cantei como quem precisava desabafar. Sem muita conversa logo iniciamos os arranjos.
“Tudo ao mesmo tempo e nada. O silêncio me socorre... Hoje não estou para ninguém”
Percebo bancos por todos os lados. Vejo formas diferentes penduradas na varanda. Há um palco vazio no meio do Cerrado de João.
Fios... microfones... caixas... computador. Tudo plugado para “Desplugado”.
Mais uma dose de tereré ou café? É claro que eu to afim.
Notícias do mundo de lá
Campo Grande, 05 de junho de 2009
20:00
Para que eu pudesse perceber qual é o meu som, escolhendo entre tantas canções as que serão ouvidas, fui na direção do sossego.
Seguindo o caminho de Bruno Villa Maior, músico e produtor do CD, chegamos à chácara do amigo João. O local isolado próximo ao Parque dos Poderes é um viveiro de mudas da “Plantae” e também uma pequena reserva natural de floresta nativa.
Nessa atmosfera percebi um pouco mais de mim. Cercado de mato descobri o meu bioma, a natureza que há anos energiza este nativo.
Nunca me senti Pantanal por completo. Sou de Campo Grande, um ser do Cerrado.
Hoje foi o primeiro dia de pré-produção do disco. O isolamento intencional previa a tranqüilidade para criar.
De longe ouve-se o ruído intenso do anel rodoviário, a BR 163. Aqui, ouvimos pássaros e a casa parece abraçada por árvores. Um tucano manso e liberto ajuda a encantar ainda mais o lugar.
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