Quem sou eu ...

Balançado demais

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sentindo as contrações - CD (para Tati e Biola)



FOTO: DENIS C. FELIZ

Amigas...

A nuvem escura estava se aproximando, sinal que eu devia ficar em casa mais um pouco. Hoje foi o dia decisivo da concepção do disco Elânio. Meu computador ja estava cansado e quente, assim como eu. Forcei um pouco mais a máquina e o artista, coloquei cada número em sua devida faixa e saí para o abraço da chuva...

Foi assim, banhado pelo céu, que ouvi pela primeira vez o início de uma grande realização.

Como eu queria ter chorado muito como num belo filme, mas nem precisava tanto drama? Ja chorei com palavras nas melodias.

Fiquei emocionado, me prostei sob a parede observando a chuva de verão e sentei, sentindo frio. Corri para um banho sem me dar o privilégio de pegar um resfriado (é que sábado vou cantar e reunir os amigos em uma grande confraternização sonora e afetiva)... (Vai faltar Tati e Marcos, mas a gente logo se vê com música).

De longe, senti o CD deslizando nos ouvidos, linear, sóbrio, poético, autêntico... assim como eu, o cara dos sentimentos e imperfeições estampados.

Voltei já enchuveirado e aqui estou escrevendo, finalizando a primeira audição.

O processo continua. Falta muito e já valeu muito a pena.


Obrigado!

Elânio


SEQUÊNCIA DAS CANÇÕES
1.Amo você (Elânio)
2.Dois velhinhos (Elânio)
3.Deixar de deixar (Elânio)
4.Sobrevivo (Elânio)
5.Xote apaixonado (Elânio)
6.O quê? (Elânio)
7.Cala-te boca (Elânio)
8.Deixa eu te amar (Elânio)
9.Desplugado (Elânio/ Marcelo Dias)
10.Sufocado (Alzira E/ Jerry Espíndola)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eu támbém preciso



Preciso de Alguém

Meu nome é Caio F.

Moro no segundo andar, mas nunca encontrei você na escada.

Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.

Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. (...)

Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.

(Caio Fernando Abreu - Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87)

Tenho


Tive vontade de tomar um banho e um drinque, e de presentear a pele com hidratação perfumada.
Tive a certeza dos amigos presentes.
Tive calma e vontade de falar da vida, de como estou voltando a ser quase quem eu era.
Tive a visão da minha essência e a petulância de dizer que: amor pra ser bom tem que me aceitar como sou.
Há sempre um momento bom que passa e daí eu reclamo e aconselho mais emoção ao meu ego.
Se não tenho certeza opto pelo simples, pelo caminho natural das coisas.
Tive inspiração... e fui. Agora gosto...

domingo, 22 de novembro de 2009

Respeitando meu tempo!!!

O momento é de me reconhecer e de conhecer.
Reconhecer o músico dentro de mim e partilhar as canções, aprendendo a sôar elas em mim. Momento também de conhecer aqueles que já estão na estrada sonora há muito tempo.
Um destes novos amigos disse-me: “Elânio, um disco a gente não termina de mixar, a gente desiste pra enviar logo a fábrica”... eu só pude rir porque este tem sido o trabalho do produtor de meu disco que está em fase final.
O recado serviu pra mim também. Eu já ouço o novo disco pensando em tudo de melhor que poderia ter feito nele. Aí busco calma no pensamento de outro músico que me aproximei neste início de estrada: “não se compare com a produção do passado, é preciso respeitar o seu tempo”.
Quanto aprendizado eu tive neste processo!!! E muita coisa ainda vem pela frente.
Eu espero que estas canções toquem principalmente os ouvidos do público, a quem dedico o novo disco.
Lançaremos em 2010... aguarde!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Na emcubadora

Meu bebê, meu disco, nasceu pré-maturo.
Coisa normal de produção... ele está gravado, agora vai para mixagem.
Ta na emcubadora por uns dias pra ficar bem forte e vistoso.

Nossa!!! Meu corpo está exausto, não sabia que parto natural sugava tantas energias. Falo isto porque poderiamos ter feito uma cezariana, ir somente pela técnica, sem emoção.

Mas eu sempre digo: "Sejamos honestos com nosso público. Que este filho tenha a minha verdade e minha essência".

É difícil saber se ele realmente a tem.

Acontece que é o primeiro filho, ja tive outros dois (CD Quatro Olhares e DVD Experimental Quatro Olhares). Mas estes são como aquele pai muito jovem que tem filhos com a mulher que não ama. Agora é diferente... meu filho vem com profissionalismo, vai ter carreira de bom filho, cara de bom filho. Vai amar o pai como ninguém. Enquanto os outros recebem pensão e visitas esporádicas.

O curioso é que meu novo filho tem dois pais, a mãe dele também se deitou com o produtor e arranjador Bruno Villa Maior. Mas esta história é longa pra contar agora... o outro pai que o ame do jeito que quiser rsrsrsrs


Meu filhinho...
o papai aqui ainda vai te dar mais orgulho ok
To aprendendo a ser melhor por você

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Emocionado

Neste momento exato estou no estúdio... hoje o baterista e percussionista Adriel Santos Black está gravando para o disco.

O dia está feliz, leve. Caminhamos para os momentos finais antes da mixagem.

Confesso que foi um desafio. No último dia de gravar as vozes conseguir ficar completamente a vontade. A vida é assim rsrsrsrs

Estou aqui observando o produtor Bruno Villa Maior, o tecladista Alex Cavalhieri (Fralda) e o Adriel...

Nossa!!! Lembrei dos meus tios e meu pai, quando estão finalizando uma construção. Aquele clima de relaxamento que vai surgindo, o orgulho de ver a obra sendo acabada. Momentos passaram na minha lembrança agora.

Nossa construção esta ficando bonita!!!

domingo, 4 de outubro de 2009

Faxina geral

Prezados amigos.
Só por hoje, saiam da minha vida!

Percebi que preciso cuidar-me, porque estou cuidando demasiadamente de vocês.
Eu não estou falando de doação pessoal, de caridade e de afeto.

Não! É fofoca mesmo.
Coisa feia, mexerico, difamação, língua afiada. Estou reparando demais vocês todos.
Cada um que chega esbanja defeitos e comportamentos impróprios. Está demais tudo isto.

Eu já sei, não precisa me dizer: o problema está em mim.
Estou querendo de vocês aquilo que nem eu consigo, aquilo que está incomodando demais na forma como sou.

Existe outra explicação para descobrir tantos irritantes fatos?

Dêem-me apenas um dia OK. Vou passar um antivírus em minha mente e meu corpo. Vou deletar geral o que está deixando meu processador lento, vou limpar a tela, tirar a poeira do teclado.

Em breve me reconecto.
Faça o mesmo neste período.